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Como o valor do vale-alimentação é definido?

Como o valor do vale-alimentação é definido?

Um dos benefícios mais valorizados pelos trabalhadores brasileiros é o vale-alimentação (VA), que garante uma ajuda de custo para as compras do mês em supermercados, mercearias, entre outros estabelecimentos.

Segundo uma pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), um quinto do orçamento das famílias é destinado à alimentação. Neste cenário, benefícios como o vale-alimentação e o vale-refeição se tornam ainda mais relevantes.

Mas como o valor desse benefício é calculado? Entenda, no texto a seguir, o que a legislação diz sobre o tema e como o RH pode equilibrar os interesses entre empresa e colaborador.

O que diz a legislação sobre o valor do vale-alimentação?

A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) não estabelece uma quantia fixa para o vale-alimentação, mas sim princípios e diretrizes para que ele seja concedido de maneira justa.

Com isso, o valor do benefício pode variar de uma empresa para outra, pois não há uma quantia única estabelecida pela legislação. A definição é uma responsabilidade compartilhada entre empresa, RH e sindicatos (nos casos em que há convenção coletiva).

Em alguns casos, o valor do VA é estabelecido por meio da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Nesse documento, o sindicato de uma categoria profissional e o sindicato patronal estabelecem um valor mínimo obrigatório.

Quais fatores influenciam o cálculo do vale-alimentação?

O valor do vale-alimentação é influenciado por fatores como o custo de vida regional, o preço médio dos alimentos e as políticas internas de cada empresa.

Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), o valor mensal da cesta básica em São Paulo chegou a R$ 883,94 em 2026. Já em Recife, por exemplo, o valor foi de R$ 654,62.

Por isso, é importante que o RH leve em consideração a realidade econômica da região em que a empresa está inserida.

Outro fator importante são as diretrizes da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que devem ser respeitadas caso estabeleçam um valor mínimo para determinada categoria.

O crédito mensal também varia conforme o calendário, diminuindo em meses com menos dias úteis. Durante o período de férias, o benefício pode ser suspenso, já que o colaborador não está em atividade. No entanto, essa é uma definição que cabe à empresa.

Como calcular o valor do vale-alimentação?

A chave para entender o cálculo do vale-alimentação está no desconto de coparticipação na folha de pagamento. A legislação permite que seja descontada uma parcela do montante total que não ultrapasse 20%. A mesma regra se aplica no caso do vale-refeição.

Por exemplo, se um colaborador recebe R$ 600 por mês de vale-alimentação e tem 10% de desconto, ele terá R$ 60 descontados no salário-base. Os R$ 600 serão creditados no cartão, e o salário líquido a ser recebido será o salário-base menos os R$ 60 de desconto.

O próximo passo é multiplicar o valor diário do benefício pelo número de dias trabalhados no mês. Após isso, é aplicada a porcentagem de desconto no valor final.

Exemplo:

  • Valor do vale-alimentação diário: R$ 30
  • Percentual de desconto: 10%
  • Dias trabalhados no mês: 22

Dessa forma, o cálculo fica da seguinte maneira:

R$ 30 x 22 = R$ 660

10% de R$ 660 = R$ 66

Com isso, o colaborador recebe R$ 660 no seu cartão de vale-alimentação e tem um desconto de R$ 66 no seu salário líquido.

Qual o papel da empresa e do RH?

Cada negócio tem autonomia para definir o valor do benefício, levando em conta sua estratégia de retenção de talentos. Porém, é fundamental que as empresas considerem o orçamento e façam pesquisas de mercado para garantir que o valor oferecido seja competitivo.

Já o departamento de RH atua como principal mediador, garantindo uma comunicação transparente sobre a política de benefícios para os colaboradores e a conformidade legal, consultando a CCT e as leis trabalhistas aplicáveis.

Quais são as vantagens de oferecer vale-alimentação?

O vale-alimentação é um benefício estratégico para as empresas que desejam aprimorar a retenção de talentos, garantir a satisfação dos colaboradores e elevar a qualidade de vida dos funcionários.

Ao investir nessa solução, a organização tende a reduzir a taxa de absenteísmo e aumentar o engajamento. Ainda de acordo com uma pesquisa do DIEESE, uma equipe bem alimentada e engajada pode proporcionar um aumento de até 85% na produtividade.

Vale ainda mencionar que o VA representa uma economia tributária para as empresas, com isenção de tributos como INSS e FGTS ao aderir às regras do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT).

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