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Equidade

Como a equidade nas empresas fortalece a cultura organizacional e o ambiente de trabalho

Diversidade e inclusão já ocupam espaço fixo na pauta do setor de Recursos Humanos (RH) das empresas brasileiras. Ainda assim, poucas organizações conseguem sair do discurso e transformar equidade em prática consistente no dia a dia dos times.

Antes de tudo, é preciso entender o que é esse princípio e como não confundi-lo com igualdade. De acordo com o dicionário Michaelis, equidade corresponde à capacidade de reconhecer, de forma imparcial, os direitos de cada pessoa. 

Em outras palavras, o conceito não significa tratar todos da mesma forma — definição que se aplica ao conceito de igualdade. Uma sociedade com equidade, por exemplo, é capaz de reconhecer que cada pessoa parte de um ponto diferente e ajustar condições, recursos e oportunidades para que essa diferença deixe de virar desvantagem.

No mercado de trabalho, equipes de RH têm dedicado horas a fim de encontrar maneiras de colocar essa noção em prática.

O que é equidade no ambiente corporativo?

Enquanto a igualdade oferece o mesmo recurso para todos, independentemente do contexto de cada um, a equidade considera histórico, barreiras de acesso e necessidades específicas antes de distribuir oportunidades, cargos ou condições de trabalho.

Na prática, uma empresa equitativa observa quem chegou até ali com menos apoio estrutural e ajusta o próprio processo para equilibrar essa disputa. De forma cada vez mais recorrente, empregadores têm aberto vagas afirmativas, feito ajustes de acessibilidade e aplicado critérios de promoção mais transparentes com o objetivo de ampliar esse suporte às equipes.

Por que a desigualdade ainda pesa tanto no dia a dia das empresas?

Um levantamento global da Gi Group Holding, realizado com trabalhadores de 20 países, mostra o tamanho do desafio no Brasil. Segundo a pesquisa, 54% dos profissionais brasileiros acreditam que fatores como origem, identidade ou diversidade ainda pesam negativamente em contratações e crescimento de carreira. O país aparece entre os três com maior percepção de viés entre todos os territórios avaliados, atrás apenas da Índia.

Internamente, essas percepções também geram impactos significativos para as empresas, uma vez que a falta de confiança na justiça das etapas internas reduz o engajamento, aumenta a rotatividade e desestimula a apresentação de ideias diferentes, comprometendo o potencial de inovação do time.

Quais estratégias ajudam a reduzir desigualdades históricas?

Considerando esses desafios, os times de RH mantêm as práticas de redução de desigualdades no radar. Antes de listar algumas das principais estratégias que podem levar a uma mudança na cultura da empresa, é importante que as lideranças compreendam, que para surtir efeitos, essas iniciativas devem ser orquestradas de maneira conjunta.

Confira as principais:

Recrutamento com critérios inclusivos

Divulgar vagas em canais diversos, revisar exigências que excluem candidatos sem necessidade real para a função e formar comitês de seleção plurais é uma boa alternativa para ampliar a entrada de diferentes grupos no processo seletivo.

Avaliações de desempenho transparentes

A transparência é uma qualidade que deve ser preservada dentro das organizações. Tornar os critérios para promoção mais claros e aplicá-los da mesma forma para cargos equivalentes reduz espaço para favorecimentos, além de dar mais segurança às decisões internas.

Treinamento sobre vieses inconscientes

Em hierarquias profissionais, a mudança passa pelos líderes, gestores e executivos que decidem contratações, promoções e distribuição de tarefas todos os dias. O esforço para criar um ambiente corporativo mais equitativo deve, necessariamente, passar por essas posições.

Nesse caso, o papel do RH é capacitar esse grupo para reconhecer padrões de julgamento automático e evitar decisões que reproduzem desigualdades sem intenção declarada.

Políticas de diversidade documentadas

A parte final envolve documentação e acompanhamento, trata-se do arquivamento de compromissos, agendas, processos seletivos, campanhas e quaisquer dinâmicas realizadas com o propósito de promover a equidade.

Registrar metas, prazos e responsáveis transforma a busca por diversidade em uma prática de gestão, não em discurso institucional sem aplicação prática.

Como a equidade fortalece a cultura organizacional?

Organizações que investem nessas frentes colhem resultados diretos na cultura interna, já que profissionais que se sentem tratados com justiça tendem a permanecer por mais tempo, contribuir com perspectivas diversas e favorecer ambientes mais colaborativos. 

Esse movimento também se reflete em outras pautas de RH que ajudam a construir culturas organizacionais mais saudáveis, como o fortalecimento da equidade de gênero no ambiente corporativo

Ao reunir pessoas com diferentes vivências e pontos de vista, equipes plurais ampliam a qualidade das discussões, enriquecem a tomada de decisão e reduzem os pontos cegos que grupos mais homogêneos tendem a reproduzir.

Verocard: benefícios que constroem ambientes mais justos

Investir em equipes com mais equidade também passa por reconhecer as necessidades particulares de cada colaborador no dia a dia, o que inclui os benefícios oferecidos pelas organizações.

A Verocard apoia empresas nessa jornada com soluções de benefícios desenvolvidas com responsabilidade e previsibilidade, contribuindo para oferecer mais segurança, confiança e suporte aos colaboradores, enquanto fortalece a gestão de pessoas e as relações de trabalho.

Acesse o site da Verocard para conhecer como as soluções de benefícios podem apoiar o RH na construção de relações de trabalho mais justas e seguras.

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