Celebrado em 8 de março, o Dia Internacional da Mulher é uma data que relembra a luta das mulheres no início do século XX, principalmente por direitos trabalhistas, como igualdade salarial e melhores condições de trabalho.
No ambiente corporativo, a data ressoa até os dias de hoje, com a presença feminina em diversos cargos e níveis.
Uma pesquisa divulgada em 2024 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indica que 39,3% das posições de liderança no país são ocupadas por mulheres.
Embora os percentuais ainda não sejam tão expressivos, a presença feminina no ambiente corporativo simboliza um avanço na trajetória histórica das mulheres por direitos trabalhistas e equidade.
No contexto do Dia Internacional da Mulher, esses dados reforçam a importância de reconhecer as conquistas já alcançadas e representam reflexão sobre a luta por igualdade, valorização profissional e maior representatividade feminina.
Confira no blog da Verocard mais sobre o Dia Internacional da Mulher e a relevância da data para a realidade atual das mulheres no ambiente de trabalho.
Qual é a origem do Dia Internacional da Mulher?
O Dia Internacional da Mulher não nasceu como uma data comemorativa, mas como um marco de mobilização social.
Tudo começou durante a Revolução Industrial, período em que muitas mulheres trabalhavam em fábricas com jornadas exaustivas, baixos salários e pouca proteção trabalhista. Nesse contexto, surgiram manifestações e greves organizadas pelas trabalhadoras.
Um acontecimento importante foi a proposta feita em 1910, durante a Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, pela ativista alemã Clara Zetkin, que sugeriu a criação de um dia mundial dedicado à luta pelos direitos das mulheres.
A data foi consolidada após manifestações de mulheres na Rússia, em 1917, quando trabalhadoras protestaram por “pão e paz” em meio à Primeira Guerra Mundial.
O movimento ajudou a desencadear a Revolução Russa e levou à oficialização do dia 8 de março como símbolo da luta feminina. Anos depois, em 1975, a Organização das Nações Unidas (ONU) reconheceu oficialmente o dia 8 de março como o Dia Internacional da Mulher.
A luta das mulheres não se restringiu aos direitos trabalhistas, abrangendo também reivindicações civis e políticas, como o direito ao voto.
Como está a presença feminina no mercado de trabalho?
Desde 1975, quando a data foi oficialmente reconhecida, a participação feminina no mercado de trabalho cresceu. Informações da Fundação Carlos Chagas mostram que o Brasil registrou um aumento de 32 milhões de trabalhadoras entre 1976 e 2007.
De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), a participação feminina no mercado de trabalho cresceu em 2023, totalizando 43,3 milhões de mulheres empregadas.
Com esse avanço, as mulheres passaram a corresponder a 43% do total de pessoas empregadas no país, dentro de um contingente estimado em 100,7 milhões de trabalhadores.
Como a luta das mulheres se reflete no ambiente corporativo atual?
Hoje, as mulheres ocupam espaço em praticamente todos os setores da economia. Embora ainda existam desigualdades, o acesso à educação e às oportunidades profissionais se expandiram nas últimas décadas.
A luta das mulheres também ampliou o debate sobre diversidade. Hoje, temas como licença-maternidade estendida, licença-paternidade e canais de denúncia fazem parte das boas práticas corporativas.
A diferença de remuneração entre homens e mulheres passou a ser discutida com mais transparência.
De acordo com o 3º Relatório de Transparência Salarial e Critérios Remuneratórios, divulgado pelo Governo Federal em 2025, a presença feminina no mercado de trabalho ainda é marcada pela desigualdade salarial. Nos 53.014 estabelecimentos com 100 ou mais empregados, as mulheres recebiam, em média, 20,9% menos que os homens.
Diante dessa realidade, muitas empresas passaram a adotar auditorias salariais e políticas de correção de distorções, algo impensável há algumas décadas.
Qual é a importância das mulheres em cargos de chefia e liderança?
A presença feminina em cargos estratégicos vem crescendo. Programas de desenvolvimento de lideranças femininas, metas de diversidade e políticas internas de promoção refletem uma mudança impulsionada por décadas de reivindicações.
Além de contribuírem para ambientes mais inclusivos e colaborativos, as mulheres líderes ampliam a inovação, servem de inspiração para outras profissionais e ajudam a reduzir desigualdades estruturais.
Mais do que uma questão social, trata-se de uma estratégia que impulsiona o crescimento e a competitividade das empresas.
A equidade e a presença feminina faz parte da cultura da Verocard
O ambiente corporativo atual é resultado de uma trajetória de luta que já avançou muito, mas que ainda continua, e o debate sobre equidade segue sendo fundamental para consolidar mudanças duradouras.
A Verocard valoriza a equidade e atua para manter um quadro de colaboradores equilibrado e proporcional, compromisso que vem se fortalecendo ao longo dos anos.
Atualmente, a empresa conta com 60% de mulheres e 40% de homens em sua equipe, com salários equivalentes para os mesmos cargos e participação proporcional feminina também em posições de liderança.
Além disso, promove o acesso ao bem-estar, à saúde e à qualidade de vida de seus clientes, colaboradores e parceiros, por meio de benefícios como cartões Vale-Alimentação, Vale-Refeição, Farmácia, entre outros.
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